CURTA METRAGEM BASEADO NA PINTURA DE PIERO DI COSIMO (Itália, séc. XVI, SOBRE O CULTO A DIONÍSIO NA ORIGEM DO TEATRO
terça-feira, 1 de maio de 2012
quarta-feira, 30 de março de 2011
DIA 31 de março de 2011 na CINEMATECA
CURTA CINEMATECA ESPECIAL
31 de março de 2011
Dedicado à projeção de curtas-metragens de novos realizadores brasileiros, o projeto apresenta este mês quatro produções: o documentário Divino Maravilhoso, de Ricardo Calaça, e as ficções A Descoberta do mel, de Joana Limongi, Aurora, de Roney Freitas, e Inquérito Policial Nº 0521/09, de Vinícius Casimiro. Realizadores interessados em exibir seu filme nas sessões mensais do projeto podem enviar seu pedido para o e-mail sala@cinemateca.org.br
CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
ENTRADA FRANCA
PROGRAMAÇÃO
31.03 | QUINTA
SALA CINEMATECA BNDES
19h00 DIVINO MARAVILHOSO | A DESCOBERTA DO MEL | AURORA | INQUÉRITO POLICIAL Nº 0521/09
21h00 DIVINO MARAVILHOSO | A DESCOBERTA DO MEL | AURORA | INQUÉRITO POLICIAL Nº 0521/09
FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES
Aurora, de Roney Freitas
São Paulo, 2011, 35mm, cor, 20’
Alexandra Sanches, Genezio de Barros, Maria do Carmo, Lucélia Machiaveli
Uma senhora de muita idade espera seu filho aparecer para então poder sumir de vista.
Classificação indicativa: 12 anos
qui 31 19h00 | qui 31 21h00
A Descoberta do mel, de Joana Limongi
Distrito Federal, 2009, 35mm, cor, 16’
Distrito Federal, 2009, 35mm, cor, 16’
Uma mulher se banha de mel e no seu estado de transe místico descobre uma dimensão mitológica, um cortejo de sátiros para Dionísio. O filme é uma homenagem à origem do teatro no culto a Dionísio, deus das colheitas, do vinho e da loucura sagrada. Baseado na pintura de Piero di Cosimo (Itália, século XVI). O filme foi exibido no 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2009), entre outros festivais.
Classificação indicativa: 14 anos
qui 31 19h00 | qui 31 21h00
Divino Maravilhoso, de Ricardo Calaça
Distrito Federal, 2006, 35mm, cor, 23’
Foliões imersos em um rito de devoção ao Divino Espírito Santo que já dura alguns dias. Imagens e sons do ritual transmitem símbolos e significados cotidianos da vivência do giro da folia da roça. O toque da caixa, as imagens de santos, o altar e os acordes da viola reproduzem uma atmosfera de comunhão, fé e musicalidade. O filme participou da mostra competitiva de curtas-metragens 35mm do 39º Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro, da 11ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico, entre outos festivais.
Classificação indicativa: 14 anos
qui 31 19h00 | qui 31 21h00
Inquérito Policial Nº 0521/09, de Vinícius Casimiro
São Paulo, 2011, 35mm, cor/pb
Por meio de evidências em vídeo, policiais tentam desvendar um misterioso caso de sequestro e assassinato.
Classificação indicativa: 14 anos
qui 31 19h00 | qui 31 21h00
Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino - 04021-070 - São Paulo
(11) 3512-6111 / contato@cinemateca.org.br
Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino - 04021-070 - São Paulo
(11) 3512-6111 / contato@cinemateca.org.br
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
comentário de Orlando Senna sobre a descoberta do mel
Sua Descoberta do Mel é deliciosa, senti prazer ao vê-la. Depois de tanto viver e ver, para mim o prazer é a medida essencial na apreensão de uma obra de arte. E seu filme, seu ensaio cinematográfico, não apenas porque trata do prazer mas principalmente como narra, como uma entrega sensual, é fonte de deleite. Esses sátiros e sátiras (raramente aparecem na mitologia) e deusas africanas e esses homens e mulheres primais vistos tão sensorialmente, tão audiovisualmente, aponta para um cinema do futuro.
Entre tantas ficções e documentários, o que mais gosto de ver são ensaios, essa terceira categoria que pode levar o cinema a filosofar.
Entre tantas ficções e documentários, o que mais gosto de ver são ensaios, essa terceira categoria que pode levar o cinema a filosofar.
terça-feira, 13 de julho de 2010
A Shocking Delight
42º FESTIVAL de BRASÍLIA do CINEMA BRASILEIRO
November, 22, 2009.
To the natural eye of the short film buff community, the premier of Joana Limongi’s first short film, “the DISCOVERY of HONEY”, “a DESCOBERTA do MEL” (original title) was a shocking delight, definitely the one you could not only hear the crowd’s usual credit whispering, but also feel it. This incredible shot film was born from a painting by Piero di Cosimo, who with grace and beauty was able to depict the livelihood of Dionysus and his mythological entourage on a 1505-1510 panel.
Everything from the photography (Jura Capela) to the sound-track ( Naná Vasconcelos) was innovative. The temperature on the big screen lit by the fiery tones of honey under the sun soared through the unprepared crowd, a magical rhythm thundering from the Cadomblé drums reeled us into the big screen in a trance like state. With superb direction and God given talent , Joana was able to bring this exceptional panel into the seventh art.
November, 22, 2009.
To the natural eye of the short film buff community, the premier of Joana Limongi’s first short film, “the DISCOVERY of HONEY”, “a DESCOBERTA do MEL” (original title) was a shocking delight, definitely the one you could not only hear the crowd’s usual credit whispering, but also feel it. This incredible shot film was born from a painting by Piero di Cosimo, who with grace and beauty was able to depict the livelihood of Dionysus and his mythological entourage on a 1505-1510 panel.
Everything from the photography (Jura Capela) to the sound-track ( Naná Vasconcelos) was innovative. The temperature on the big screen lit by the fiery tones of honey under the sun soared through the unprepared crowd, a magical rhythm thundering from the Cadomblé drums reeled us into the big screen in a trance like state. With superb direction and God given talent , Joana was able to bring this exceptional panel into the seventh art.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
SAPO CURURU 2010
Sapo Cururu // O "lado B" do festival
Há seis anos, um movimento de contestação tomava corpo com a criação da Mostra de Cinema Sapo Cururu. Aliando exibição de filmes, shows e homenagens com intenções críticas e bem-humoradas, este ano o evento independente cresceu para cinco dias e continua investindo em ser o "lado B", o extremo oposto do que representa o Cine PE. "Um festival não se faz pela quantidade de filmes, mas pela qualidade do que é oferecido ao público", diz Jura Capela, o organizador.
A programação começa hoje, às 19h, no Cine São Luiz, com entrada franca e a projeção de quatro filmes: os longas Aitaré da Praia (1925), um dos marcos do Ciclo do Recife, realizado por Ary Severo e Gentil Roiz e do documentário Belair (2009), de Bruno Safadi e Noa Bressani, sobre a produtora dos cineastas Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, que nos anos 1970 sofreram censura e tiveram que sair do país; e os curtas A descoberta do mel, da brasiliense Joana Limongi, e Teatro da alma, da pernambucana Deby Brennand. Com fotografia de Jura e montagem de Grilo (da Telephone Colorido), A descoberta do mel é inspirado na obra homônima do pintor renascentista Piero di Cosino.
Na sexta-feira, às 23h, a atração principal da festa no Bar Catamarã (bairro de São José) será o show do performer, músico e escritor carioca Fausto Fawcett, que retorna ao palco e marca o retorno da godiva do Irajá, Kátia Flávia. Entradas a R$ 20.
Na noite de sábado, uma reunião entre cineastas e patrocinadores será realizada na Oficina Brennand (Várzea). Uma mostra de filmes que não se explicam e a cerimônia de premiação encerram o evento. Este ano, os vencedores receberão troféu em formato de sapo em tamanho natural, confeccionado e assinado por Francisco Brennand. Entre as categorias, adianta Jura, estão a de melhor cineasta, melhor representante do cinema fora do país e melhor funcionário público artista plástico.
Apesar do upgrade, Jura garante que o que há de contracultura no Cururu será mantido. "Quero que ele continue pequeno e trazendo filmes que dificilmente seriam exibidos aqui de outra forma. A ideia é aprofundar a cultura audiovisual do estado e não ser algo que fique no raso". (André Dib)
http://www.diariodepernambuco.com.br/
Há seis anos, um movimento de contestação tomava corpo com a criação da Mostra de Cinema Sapo Cururu. Aliando exibição de filmes, shows e homenagens com intenções críticas e bem-humoradas, este ano o evento independente cresceu para cinco dias e continua investindo em ser o "lado B", o extremo oposto do que representa o Cine PE. "Um festival não se faz pela quantidade de filmes, mas pela qualidade do que é oferecido ao público", diz Jura Capela, o organizador.
A programação começa hoje, às 19h, no Cine São Luiz, com entrada franca e a projeção de quatro filmes: os longas Aitaré da Praia (1925), um dos marcos do Ciclo do Recife, realizado por Ary Severo e Gentil Roiz e do documentário Belair (2009), de Bruno Safadi e Noa Bressani, sobre a produtora dos cineastas Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, que nos anos 1970 sofreram censura e tiveram que sair do país; e os curtas A descoberta do mel, da brasiliense Joana Limongi, e Teatro da alma, da pernambucana Deby Brennand. Com fotografia de Jura e montagem de Grilo (da Telephone Colorido), A descoberta do mel é inspirado na obra homônima do pintor renascentista Piero di Cosino.
Na sexta-feira, às 23h, a atração principal da festa no Bar Catamarã (bairro de São José) será o show do performer, músico e escritor carioca Fausto Fawcett, que retorna ao palco e marca o retorno da godiva do Irajá, Kátia Flávia. Entradas a R$ 20.
Na noite de sábado, uma reunião entre cineastas e patrocinadores será realizada na Oficina Brennand (Várzea). Uma mostra de filmes que não se explicam e a cerimônia de premiação encerram o evento. Este ano, os vencedores receberão troféu em formato de sapo em tamanho natural, confeccionado e assinado por Francisco Brennand. Entre as categorias, adianta Jura, estão a de melhor cineasta, melhor representante do cinema fora do país e melhor funcionário público artista plástico.
Apesar do upgrade, Jura garante que o que há de contracultura no Cururu será mantido. "Quero que ele continue pequeno e trazendo filmes que dificilmente seriam exibidos aqui de outra forma. A ideia é aprofundar a cultura audiovisual do estado e não ser algo que fique no raso". (André Dib)
http://www.diariodepernambuco.com.br/
sexta-feira, 23 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Medéia de Eurípedes por Lars Von Trier, e script de Dreyer. Que confluência!http://www.youtube.com/watch?v=3nZHZV76ID0
terça-feira, 13 de abril de 2010
Medéia de Pasolini
Sábado na exibição da "descoberta do mel" conheci um cineasta que me disse que lembrou de Pasolini vendo o filme, adorei!
sexta-feira, 5 de março de 2010
O filme na visão de Eliseo Altunaga*
El filme A descoberta do mel es una hermosa metáfora que tiene
como centro cuatro elementos, el árbol, la diosa , la miei y el fauno.
El árbol es uno de 105 símbolos vitales de la tradición. Entre 105 celtas, Ia encina era el árbol sagrado; el fresno, para 105 escandinavos; el tilo, en Germania; la Higuera en la India, el Imbondeiro en África, Ia Ceiba en el Caribe. la Ceiba era considerada un árbol sagrado entre las culturas Prehispánicas dei área de Meso América, tales como Mayas, Pipiles, Nahuas, Taínos. Asociaciones entre árboles y dioses son muy frecuentes en las mitologías: Atis y el abeto; Osiris y el cedro; Júplter y la encina; Apoio y el laurel, Iroko
con la Ceiba. la Ceiba o Yaaxché, como le llaman en el idioma maya, el universo está estructurado de tres planos, 105 cuales se comunican a través de la Ceiba sagrada. Asimismo, de acuerdo aios mayas, son Ias ramas de este árbol las que permiten la apertura de 105 13 cielos.
El árbol representa, la vida dei cosmos, su densidad, crecimiento, proliferación, generación y regeneración. Como vida inagotable equivale a inmortalidad. Según Eliade el simbolismo derivado de su forma vertical transforma acto seguido ese centro en eje.
El fauno, dios pastoral Romano se identificaba con Pan asociado a la idea de Silva no, dios de naturaleza salvaje. También es un gran músico y un lector de sus suefios, Amante de la naturaleza y la vida.
Oshun, deidad de ascendencia africana, reina de las aguas dulces, afrodita de ébano, sensual y voluptuosa. Orishá mayor, duefia dei amor, de la feminidad y dei río. Su nombre significa sensualidad, amor, el romanticismo, la delicadeza, el dulzor, la felicidad, el agua, la serenidad, la luna y el oro, entre otras cosas. Oshum es la hija más joven de Oloddumare. Es el símbolo de la coquetería, la gracia y la, sexualidad femenina. Es mujer de Shangó de lnle y Orula, e intima amiga de Elegguá, quién la protege. Siempre acornpafia a Yemayá. Asiste a las mujeres embarazadas y parturientas. Eternamente alegre, con el persistente tintineo de sus campanillas. Es capaz de resolver tanto, como de provocar rlfias entre orichas y 105 hombres. Su ira no es comparable con la de ningún otro Orisha la miei, representa la dulzura, la justicia, la virtud y la bondad divina.
El Corán dice: fila miei es el primer beneficio que Dios dio a la tierra". Virgilio llama la miei fiei don celeste dei rodo". la miei vendrá también a designar la dicha suma y el estado de nirvana. Símbolo de todas las dulzuras, la miei dei conocimiento funda la felicidad del hombre la miei esta presente numerosos rituales religiosos. Para los eqipctos, proviene de las lágrimas dei Dios Ra y forma parte de todas las ofrendas religiosas dei Egipto faraónico. En el Islam, según el profeta, restituye la vista, conserva la salud y resucita aios muertos.
Entre los indios de América, desempena un gran papel en las ceremonias y los rituales de iniciación y de purificación. Comida inspiradora, otorgó el don de la poesía a Píndaro y el de la ciencia a Pitágoras.
Joana Limongi usando de pretexto la pintura de Piero di Cosimo "Discavery ot Haney" construve un mundo fusionado, esta mirada fractal, busca en los orígenes, en la sensualidad y el símbolo para lIegar ai centro a partir dei árbol que une tierra y cielo.
Quizás en el filme hay una interpretación también de Dionisos pero la imagen se expande, rompe con la explicación comprimida dei mito y una vagina que sale dei árbol vierte la miei, patrimonio de Oshun que ella recoge golosa para la conquista de la sensualidad y el erotismo frente ai juego con la naturaleza.
Como en las mitologías y folklores, Joana distingue el árbol que mana miei como eje dei mundo yexpresión de la vida inagotable en crecimiento y propagación.
El filme se mueve en torno a este árbol vagina surtidor de miei, los elementos danzan bajo la música de Naná Vasconcelos, desarrollando un universo gestual que incita a la imaginación y la poesía erótica.
En una fiesta que recuerda a Dionisos el dios dei vino yel exceso, hijo de Zeus y de la mortal Sémele, hija de Cadmo, la directora hace transcurrir esta evocación postmodernista.
Para celebrar la resurrección de Dionisos se organizaban grandes fiestas de rituales orgiásticos que agradaban mucho ai dios. Con el tiempo se incluvó también una competición de obras dramáticas cuva
sede era la ciudad griega de Atenas. Esta competición se llevaba a cabo durante cinco días en la primavera. Grandes dramaturgos griegos como Esquilo, Sófocles y Eurípides escribieron obras para estas fiestas que eran preservadas en el archivo dei templo de Dionisos.
Joana Limongi recrea esta fantasía con una belleza plástica indiscutible. La fotografía de Jura Capela recoge este empeno estético. Con todas estas posibilidades interpretativas el corto de arte
de Joana como un rizoma pide verse y apreciarse.
Eliseo Altunaga. Feb 2010
*ESCRITOR E PROFESSOR DA EICTV - Escuela Internacional de Cine y Tv de Santo Antonio de Los Baños, Cuba. Chefe da cátedra de roteiro da escola.
como centro cuatro elementos, el árbol, la diosa , la miei y el fauno.
El árbol es uno de 105 símbolos vitales de la tradición. Entre 105 celtas, Ia encina era el árbol sagrado; el fresno, para 105 escandinavos; el tilo, en Germania; la Higuera en la India, el Imbondeiro en África, Ia Ceiba en el Caribe. la Ceiba era considerada un árbol sagrado entre las culturas Prehispánicas dei área de Meso América, tales como Mayas, Pipiles, Nahuas, Taínos. Asociaciones entre árboles y dioses son muy frecuentes en las mitologías: Atis y el abeto; Osiris y el cedro; Júplter y la encina; Apoio y el laurel, Iroko
con la Ceiba. la Ceiba o Yaaxché, como le llaman en el idioma maya, el universo está estructurado de tres planos, 105 cuales se comunican a través de la Ceiba sagrada. Asimismo, de acuerdo aios mayas, son Ias ramas de este árbol las que permiten la apertura de 105 13 cielos.
El árbol representa, la vida dei cosmos, su densidad, crecimiento, proliferación, generación y regeneración. Como vida inagotable equivale a inmortalidad. Según Eliade el simbolismo derivado de su forma vertical transforma acto seguido ese centro en eje.
El fauno, dios pastoral Romano se identificaba con Pan asociado a la idea de Silva no, dios de naturaleza salvaje. También es un gran músico y un lector de sus suefios, Amante de la naturaleza y la vida.
Oshun, deidad de ascendencia africana, reina de las aguas dulces, afrodita de ébano, sensual y voluptuosa. Orishá mayor, duefia dei amor, de la feminidad y dei río. Su nombre significa sensualidad, amor, el romanticismo, la delicadeza, el dulzor, la felicidad, el agua, la serenidad, la luna y el oro, entre otras cosas. Oshum es la hija más joven de Oloddumare. Es el símbolo de la coquetería, la gracia y la, sexualidad femenina. Es mujer de Shangó de lnle y Orula, e intima amiga de Elegguá, quién la protege. Siempre acornpafia a Yemayá. Asiste a las mujeres embarazadas y parturientas. Eternamente alegre, con el persistente tintineo de sus campanillas. Es capaz de resolver tanto, como de provocar rlfias entre orichas y 105 hombres. Su ira no es comparable con la de ningún otro Orisha la miei, representa la dulzura, la justicia, la virtud y la bondad divina.
El Corán dice: fila miei es el primer beneficio que Dios dio a la tierra". Virgilio llama la miei fiei don celeste dei rodo". la miei vendrá también a designar la dicha suma y el estado de nirvana. Símbolo de todas las dulzuras, la miei dei conocimiento funda la felicidad del hombre la miei esta presente numerosos rituales religiosos. Para los eqipctos, proviene de las lágrimas dei Dios Ra y forma parte de todas las ofrendas religiosas dei Egipto faraónico. En el Islam, según el profeta, restituye la vista, conserva la salud y resucita aios muertos.
Entre los indios de América, desempena un gran papel en las ceremonias y los rituales de iniciación y de purificación. Comida inspiradora, otorgó el don de la poesía a Píndaro y el de la ciencia a Pitágoras.
Joana Limongi usando de pretexto la pintura de Piero di Cosimo "Discavery ot Haney" construve un mundo fusionado, esta mirada fractal, busca en los orígenes, en la sensualidad y el símbolo para lIegar ai centro a partir dei árbol que une tierra y cielo.
Quizás en el filme hay una interpretación también de Dionisos pero la imagen se expande, rompe con la explicación comprimida dei mito y una vagina que sale dei árbol vierte la miei, patrimonio de Oshun que ella recoge golosa para la conquista de la sensualidad y el erotismo frente ai juego con la naturaleza.
Como en las mitologías y folklores, Joana distingue el árbol que mana miei como eje dei mundo yexpresión de la vida inagotable en crecimiento y propagación.
El filme se mueve en torno a este árbol vagina surtidor de miei, los elementos danzan bajo la música de Naná Vasconcelos, desarrollando un universo gestual que incita a la imaginación y la poesía erótica.
En una fiesta que recuerda a Dionisos el dios dei vino yel exceso, hijo de Zeus y de la mortal Sémele, hija de Cadmo, la directora hace transcurrir esta evocación postmodernista.
Para celebrar la resurrección de Dionisos se organizaban grandes fiestas de rituales orgiásticos que agradaban mucho ai dios. Con el tiempo se incluvó también una competición de obras dramáticas cuva
sede era la ciudad griega de Atenas. Esta competición se llevaba a cabo durante cinco días en la primavera. Grandes dramaturgos griegos como Esquilo, Sófocles y Eurípides escribieron obras para estas fiestas que eran preservadas en el archivo dei templo de Dionisos.
Joana Limongi recrea esta fantasía con una belleza plástica indiscutible. La fotografía de Jura Capela recoge este empeno estético. Con todas estas posibilidades interpretativas el corto de arte
de Joana como un rizoma pide verse y apreciarse.
Eliseo Altunaga. Feb 2010
*ESCRITOR E PROFESSOR DA EICTV - Escuela Internacional de Cine y Tv de Santo Antonio de Los Baños, Cuba. Chefe da cátedra de roteiro da escola.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Uma nova receita para o cinema brasileiro
O Globo, Domingos Oliveira, em 27/01/2010
Para falar de Cinema, é preciso primeiro concordar sobre o que ele é. E sobre o que ele é no Brasil. O Cinema é uma arte, antes de tudo. O bem que ele fez à Humanidade em seus 100 anos de existência é inegável.
Por outro lado, nos países ricos, particularmente Estados Unidos, Índia e Japão, o Cinema é uma indústria.
Não aqui, conforme prova a reportagem de primeira página do Segundo Caderno do dia 17 de janeiro.
Segundo esse artigo, o produtor não fica com mais de 5% do total da bilheteria, e, por isso, nenhum filme brasileiro (com raríssimas exceções) dá lucro ao produtor. Claro que alguns filmes, baseados em fórmulas comprovadas anteriormente, fazem o seu lucro. Mas são exceções que em geral não contribuem muito para a Cultura do país e seu renome no mundo. É evidente que há alguma coisa errada. Na base.
Temos uma lei até generosa (de renúncia fiscal). Se funcionasse.
Será realmente o Cinema brasileiro uma indústria? Parece uma ofensa fazer essa pergunta. Pessoalmente, respondo que não. Não temos para o Cinema uma vocação especial como temos para a música. E não temos dinheiro, o país é pobre.
O filme estrangeiro domina o mercado, e não temos chance de competir, resumindo a melodia. Porém, não queria discutir esse assunto.
Quem quiser continuar a bater nessa tecla que continue. É assunto para homens de negócios, e não para artistas. Repito: que continue tudo como está. Embora errado.
Já fiz alguns filmes, não sei se o leitor os admira. Isso não importa. É certo que me coloco no melhor nível do Cinema brasileiro. E cada vez, na medida em que tenho espaço, é mais difícil para mim fazer um filme.
Convenhamos: há alguma coisa errada. Na verdade, creio que está tudo errado.
Para que o Cinema exista como atividade, todos concordam, é preciso ganhar o mercado externo. E as TVs.
Digo que estamos caminhando na estrada errada.
Não é necessário que um país pobre como o nosso gaste tanto dinheiro em entretenimento.
Não é necessário fazer filmes no Brasil.
É necessário fazer bons filmes no Brasil, este é o ponto aonde eu queria chegar. O Cinema brasileiro, representado por alguns dos nossos competentes legisladores e ambiciosos produtores, deve continuar seu caminho inglório de comprovados maus resultados. Porém é urgente e imprescindível abrir a primeira página do Segundo Caderno para defender uma outra viela. Esta, sim, promissora, cheia de vida e esperança.
Refiro-me ao filme de arte.
Material básico não nos falta. Ser brasileiro é ser artista. O filme de arte não é necessariamente impopular.
Basta lembrar Charles Chaplin, Scorsese e muitos outros. Ele apenas nega o princípio de que o povo só ri de piadas que já conhece. Isto é menosprezar o público. O Cinema brasileiro que quiser alcançar o povo brasileiro não terá que perguntar o que ele quer, porque povo pobre não sabe o que quer. Terá que darlhe o que ele precisa. De modo que aqui venho de novo defender a criação urgente do Ministério da Arte.
Sei que isso faz rir aqueles que, atrás de mesas, pensam que a arte é supérflua e elitista. Não é. A arte é aquilo que lembra os homens dos seus melhores valores. A honra, o amor, a dignidade etc. A arte é que ensina o homem a lutar contra a corrupção, contra a discriminação, contra a desigualdade social. E ela é boa nisso. Temos de fazer filmes populares de arte. Ou até impopulares, porém de arte. Vejo o sorriso zombeteiro do burocrata que só pensa nele e nas leis. “Mas como vamos saber o que é um filme de arte? A coisa é muito subjetiva, etc.” Que comissão julgaria esses filmes de arte? A pergunta é absolutamente inadequada. Mais que isso, é uma falácia imoral.
Pensamentos aparentemente corretos destroem tudo, como “violência atrai violência”, “os fins justificam os meios” e outros lemas do demônio. A verdade é que qualquer criança, qualquer homem de bem, qualquer pessoa séria, sabe imediatamente distinguir o que é arte e o que não é, o que é o Bem e o Mal, o que é a Ordem ou Caos, o que é motivo de viver ou morrer, o que faz crescer ou diminuir.
Estaríamos perdidos se isso não acontecesse.
Claro que as comissões que decidem rotineiramente desde que filmes devem ser patrocinados até o orçamento nacional agem desprezando a meritocracia e buscando a vantagem política ou financeira.
Vivemos tempos muito áridos, mas isso não precisa continuar assim por toda a vida. O Ministério da Arte descobriria, através de uma comissão competente e uma investigação ampla, quais os reais talentos do país, quais são os roteiros mais próximos da perfeição e, mais importante que isso, incentivaria a iniciativa pública, a iniciativa privada, a fazer filmes com dinheiro do próprio bolso. Filmes baratos que, tendo qualidade, seriam fartamente recompensados.
Não quero perder tempo na explicitação de como seria regulamentada uma política desse tipo, porém quero afirmar que isso é facílimo. Que é barato também, comparado com os milhões de gastos da Lei Rouanet cujo resultado pífio os números demonstram.
Nem tudo o que é antigo é falso.
Antigamente havia o Ministério da Educação e Cultura. Realmente, Cultura tem muito mais a ver com a educação do que com a arte, com o passado do que com o futuro. Assuntos importantes, como a preservação do patrimônio nacional, ou das bibliotecas, ou da criação da ambicionada mas talvez utópica indústria cinematográfica brasileira, devem continuar a ser ardentemente considerados, porém a meta maior foi e sempre será a arte. Foi daí que veio tudo e para lá deve voltar. Ninguém concordará com esse manifesto que propõe um novo jogo, mais inteligente.
Apesar da imensa simpatia que nutro pela figura vital e máscula do nosso atual ministro, ele luta em uma linha que a prática demonstrou ser fracassada, já que nenhum filme brasileiro realmente se paga. Julgar pelo resultado é um argumento forte, não pode ser varrido para debaixo do tapete.
Quanto tempo mais é preciso continuar a dar um murro na ponta da faca? Não deu certo o modelo brasileiro de Cinema. É preciso arranjar outro, colocar a imaginação no poder, pedir o impossível - já que somos homens razoáveis. Sei que essa colocação escorrerá pela parede da burocracia, como se tivesse jogado um ovo ali. Não me importa. Estou certo.
Portanto, um dia, provavelmente depois da minha morte, vencerei.
Domingos Oliveira é dramaturgo e cineasta
Por outro lado, nos países ricos, particularmente Estados Unidos, Índia e Japão, o Cinema é uma indústria.
Não aqui, conforme prova a reportagem de primeira página do Segundo Caderno do dia 17 de janeiro.
Segundo esse artigo, o produtor não fica com mais de 5% do total da bilheteria, e, por isso, nenhum filme brasileiro (com raríssimas exceções) dá lucro ao produtor. Claro que alguns filmes, baseados em fórmulas comprovadas anteriormente, fazem o seu lucro. Mas são exceções que em geral não contribuem muito para a Cultura do país e seu renome no mundo. É evidente que há alguma coisa errada. Na base.
Temos uma lei até generosa (de renúncia fiscal). Se funcionasse.
Será realmente o Cinema brasileiro uma indústria? Parece uma ofensa fazer essa pergunta. Pessoalmente, respondo que não. Não temos para o Cinema uma vocação especial como temos para a música. E não temos dinheiro, o país é pobre.
O filme estrangeiro domina o mercado, e não temos chance de competir, resumindo a melodia. Porém, não queria discutir esse assunto.
Quem quiser continuar a bater nessa tecla que continue. É assunto para homens de negócios, e não para artistas. Repito: que continue tudo como está. Embora errado.
Já fiz alguns filmes, não sei se o leitor os admira. Isso não importa. É certo que me coloco no melhor nível do Cinema brasileiro. E cada vez, na medida em que tenho espaço, é mais difícil para mim fazer um filme.
Convenhamos: há alguma coisa errada. Na verdade, creio que está tudo errado.
Para que o Cinema exista como atividade, todos concordam, é preciso ganhar o mercado externo. E as TVs.
Digo que estamos caminhando na estrada errada.
Não é necessário que um país pobre como o nosso gaste tanto dinheiro em entretenimento.
Não é necessário fazer filmes no Brasil.
É necessário fazer bons filmes no Brasil, este é o ponto aonde eu queria chegar. O Cinema brasileiro, representado por alguns dos nossos competentes legisladores e ambiciosos produtores, deve continuar seu caminho inglório de comprovados maus resultados. Porém é urgente e imprescindível abrir a primeira página do Segundo Caderno para defender uma outra viela. Esta, sim, promissora, cheia de vida e esperança.
Refiro-me ao filme de arte.
Material básico não nos falta. Ser brasileiro é ser artista. O filme de arte não é necessariamente impopular.
Basta lembrar Charles Chaplin, Scorsese e muitos outros. Ele apenas nega o princípio de que o povo só ri de piadas que já conhece. Isto é menosprezar o público. O Cinema brasileiro que quiser alcançar o povo brasileiro não terá que perguntar o que ele quer, porque povo pobre não sabe o que quer. Terá que darlhe o que ele precisa. De modo que aqui venho de novo defender a criação urgente do Ministério da Arte.
Sei que isso faz rir aqueles que, atrás de mesas, pensam que a arte é supérflua e elitista. Não é. A arte é aquilo que lembra os homens dos seus melhores valores. A honra, o amor, a dignidade etc. A arte é que ensina o homem a lutar contra a corrupção, contra a discriminação, contra a desigualdade social. E ela é boa nisso. Temos de fazer filmes populares de arte. Ou até impopulares, porém de arte. Vejo o sorriso zombeteiro do burocrata que só pensa nele e nas leis. “Mas como vamos saber o que é um filme de arte? A coisa é muito subjetiva, etc.” Que comissão julgaria esses filmes de arte? A pergunta é absolutamente inadequada. Mais que isso, é uma falácia imoral.
Pensamentos aparentemente corretos destroem tudo, como “violência atrai violência”, “os fins justificam os meios” e outros lemas do demônio. A verdade é que qualquer criança, qualquer homem de bem, qualquer pessoa séria, sabe imediatamente distinguir o que é arte e o que não é, o que é o Bem e o Mal, o que é a Ordem ou Caos, o que é motivo de viver ou morrer, o que faz crescer ou diminuir.
Estaríamos perdidos se isso não acontecesse.
Claro que as comissões que decidem rotineiramente desde que filmes devem ser patrocinados até o orçamento nacional agem desprezando a meritocracia e buscando a vantagem política ou financeira.
Vivemos tempos muito áridos, mas isso não precisa continuar assim por toda a vida. O Ministério da Arte descobriria, através de uma comissão competente e uma investigação ampla, quais os reais talentos do país, quais são os roteiros mais próximos da perfeição e, mais importante que isso, incentivaria a iniciativa pública, a iniciativa privada, a fazer filmes com dinheiro do próprio bolso. Filmes baratos que, tendo qualidade, seriam fartamente recompensados.
Não quero perder tempo na explicitação de como seria regulamentada uma política desse tipo, porém quero afirmar que isso é facílimo. Que é barato também, comparado com os milhões de gastos da Lei Rouanet cujo resultado pífio os números demonstram.
Nem tudo o que é antigo é falso.
Antigamente havia o Ministério da Educação e Cultura. Realmente, Cultura tem muito mais a ver com a educação do que com a arte, com o passado do que com o futuro. Assuntos importantes, como a preservação do patrimônio nacional, ou das bibliotecas, ou da criação da ambicionada mas talvez utópica indústria cinematográfica brasileira, devem continuar a ser ardentemente considerados, porém a meta maior foi e sempre será a arte. Foi daí que veio tudo e para lá deve voltar. Ninguém concordará com esse manifesto que propõe um novo jogo, mais inteligente.
Apesar da imensa simpatia que nutro pela figura vital e máscula do nosso atual ministro, ele luta em uma linha que a prática demonstrou ser fracassada, já que nenhum filme brasileiro realmente se paga. Julgar pelo resultado é um argumento forte, não pode ser varrido para debaixo do tapete.
Quanto tempo mais é preciso continuar a dar um murro na ponta da faca? Não deu certo o modelo brasileiro de Cinema. É preciso arranjar outro, colocar a imaginação no poder, pedir o impossível - já que somos homens razoáveis. Sei que essa colocação escorrerá pela parede da burocracia, como se tivesse jogado um ovo ali. Não me importa. Estou certo.
Portanto, um dia, provavelmente depois da minha morte, vencerei.
Domingos Oliveira é dramaturgo e cineasta
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
falando do mel
por João Rodrigo, cineasta baiano:
Pra te dizer que ontem assisti à sua "Descoberta do Mel".
Antes de qualquer coisa te parabenizo por ter ido a frente num projeto complexo e bem peculiar. Digo isso porque - vc sabe - o publico não está acostumado a digerir coisas diferentes ( mas nem por isso menos apetitosas ) e a crítica, via de regra, deita na rede dos guetos de gêneros, tendo uma certa indisposição para encarar novos desafios estéticos e narrativos.
Esta mesma crítica poderia te chamar de iconoclasta.
Vc é uma iconoclasta, xará ?
O filme é muito bem fotografado ( como vc já havia me dito ). Só não gosto quando em alguns planos a cidade sangra por trás dos atores. Me tirou um pouco da ''viagem''. Mas tudo bem.
E a música do Naná é linda e só do seu filme. É especial.
Com eu te disse, Joana, quando a gente se expressa, a gente se expõe.
Vc e sua equipe estão de parabéns ! Vcs tem talento e sobretudo coragem.
Aproveito e te convido pra dar um mergulho no site do meu filme : www.trampolimdoforte.com.br
Grande beijo,
João Rodrigo.
http://www.docdoma.com.br/
por Bella:
Joana, Rafa e demais executores da Descoberta do Mel,
Olha eu fiquei muito sensibilizada com as imagens do filme que permanecem na
minha memória de forma viva e estonteando-me desde então.
A idéia de colocar aquela pintura em movimento foi extraordinária. Que super!!!
Que lindo contemporizar esse sentimento.
A fotografia está show de bola, o cenário, nem sei como expressá-lo: aquele céu azul
aquela copaíba, aquela fumacinha, uns momento de tanto cuidado, tanta doçura e beleza.
Meu Deus...Joana, vc está de parabéns pela idéia, pela coragem e tudo mais. Vc estava
uma verdadeira rainha naquela estréia. Sucesso mesmo amiga!!...
Bella
Pra te dizer que ontem assisti à sua "Descoberta do Mel".
Antes de qualquer coisa te parabenizo por ter ido a frente num projeto complexo e bem peculiar. Digo isso porque - vc sabe - o publico não está acostumado a digerir coisas diferentes ( mas nem por isso menos apetitosas ) e a crítica, via de regra, deita na rede dos guetos de gêneros, tendo uma certa indisposição para encarar novos desafios estéticos e narrativos.
Esta mesma crítica poderia te chamar de iconoclasta.
Vc é uma iconoclasta, xará ?
O filme é muito bem fotografado ( como vc já havia me dito ). Só não gosto quando em alguns planos a cidade sangra por trás dos atores. Me tirou um pouco da ''viagem''. Mas tudo bem.
E a música do Naná é linda e só do seu filme. É especial.
Com eu te disse, Joana, quando a gente se expressa, a gente se expõe.
Vc e sua equipe estão de parabéns ! Vcs tem talento e sobretudo coragem.
Aproveito e te convido pra dar um mergulho no site do meu filme : www.trampolimdoforte.com.br
Grande beijo,
João Rodrigo.
http://www.docdoma.com.br/
por Bella:
Joana, Rafa e demais executores da Descoberta do Mel,
Olha eu fiquei muito sensibilizada com as imagens do filme que permanecem na
minha memória de forma viva e estonteando-me desde então.
A idéia de colocar aquela pintura em movimento foi extraordinária. Que super!!!
Que lindo contemporizar esse sentimento.
A fotografia está show de bola, o cenário, nem sei como expressá-lo: aquele céu azul
aquela copaíba, aquela fumacinha, uns momento de tanto cuidado, tanta doçura e beleza.
Meu Deus...Joana, vc está de parabéns pela idéia, pela coragem e tudo mais. Vc estava
uma verdadeira rainha naquela estréia. Sucesso mesmo amiga!!...
Bella
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
O hoje é livre
O dia começou de forma natural. Acordamos em nosso tempo e fomos para um templo mágico. Ao entrar naquele espaço foi possível perceber que o dia seria diferente. Seres iluminados nos esperavam por lá. A energia foi total. Voltamos para Brasília para o teste de som e luz da cópia, no Cine Brasília. Tudo OK com a película. E o filme tornou-se ainda mais forte em tela aumentada. A fotografia tomou seu lugar de protagonista no filme. Texturas e luzes mágicas, sensoriais, de sonho e liberdade.
A energia do agora preencheu o cinema.
Sons de Nana Vasconcelos ecoavam no coração das quatro testemunhas daquele momento mágico.
O filme A Descoberta do Mel estreou mundialmente no 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 22 de novembro de 2009, domingo de sol na Capital do País. No Cine Brasília, a família Limongi garantia o primeiro lugar na fila. E todos foram chegando: elenco, equipe técnica, amigos. Aquela tarde ficaria marcada para sempre como um momento de beleza e luz. Antes da sessão, todos puderam degustar um pouco de mel, distribuído pela equipe do filme. A ausências físicas estavam conosco em energia: o mago Naná Vasconcelos, o Satyro Mariano Mattos, o montador Grilo e o técnico de som Pablo Lopes. A sessão tem início com casa cheia e público curioso. Ao final da exibição, burburinho na sala de cinema. O filme mexeu com o público, que não conseguiu se calar diante de tanta instigação.
"Sinto que o filme assusta e me sinto segura. Para mim é um cosmos, bem organizado. É maravilhoso que o filme assuste. Não é um filme fácil. É um filme de arte. É perfeito que assuste porque é dionisíaco. É um susto como a vida. A essência é dionisíaca. Dionísio vem para trazer força, é carnal. E isso que é carnal lembra a gente da fragilidade da vida. Por isso o arrebatamento, o espanto. A Descoberta do Mel assusta porque a sociedade está impregnada da moral cristã. E o filme é amoral. Não é imoral. Ele vai além do bem e do mal. Não tem julgamento. Queria ver aquela sala de projeção virando do avesso. E aconteceu", afirma Joana Limongi. (texto de Elaine Soares)
falando do filme
“Trabalhar no filme A Descoberta do Mel me proporcionou um aprofundamento nas artes plásticas dentro do cinema. Não é um filme que está ligado ao jornalismo. Tivemos a liberdade total de mergulhar sem medo. Para mim, o que importa é que estávamos fazendo uma obra de arte. Não é um filme que se afoga no raso. Tivemos a liberdade de trabalhar com a pintura, com o sensorial”, celebra Jura Capela, diretor de fotografia, que dirige seu primeiro longa metragem, Jardim Atlântico.
psyche, renascimento
Esta borboleta veio nos visitar momentos antes da estreia.
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